Natal é sinónimo de moderação à mesa

comida natalNo Natal, a palavra de ordem é moderação e não exclusão. Imagina um Natal (ou qualquer outra festa) sem as receitas tradicionais?! Assim, tal como as jóias que se usam nesses dias mais vale serem poucas, mas muito bonitas, o mesmo se trata com estes pratos que fazem as nossas delícias, devem ser comidos (provados!) em pequena quantidade, devagar e com prazer, escolhendo sempre os que são extraordinariamente bem elaborados.

Não deixa de ser curioso ver que a ceia de Natal é feita de pratos muito reconfortantes, que nos dão prazer e que nos mima, no final, com as velhinhas filhoses, os sonhos e as rabanadas. Estes doces fritos estão tão entrelaçados com o Natal que não é possível, e nem sequer pensável retirá-los da mesa de festa. O truque passa por arrumá-los às sobremesas das refeições e não nos lanches.

Há duas grandes regras para que estes doces sejam integrados de forma saudável na nossa alimentação: a sua qualidade e a sua quantidade. O prazer de comer vai depender, em grande parte, da qualidade dos ingredientes e da técnica culinária (e aí entra o factor “arte”). Ora, a primeira regra para fazer estes doces é escolher os melhores ingredientes, sejam ovos, farinha, especiarias ou óleo, não fazendo sentido pôr em causa o resultado final com alimentos menos frescos ou de fonte duvidosa. Siga a receita à risca, já que os tempos de espera são importantes para que o amido das farinhas inche com a água da receita, tornado a massa suave e elástica.

O óleo deve ser vegetal, de qualidade, podendo ser de uma só semente ou de uma mistura próprio para fritar. A cor do óleo é um bom indicador do seu estado, não devendo escurecer, mas em geral é bastante resistente, aguentando a mais de 20 horas em fritura (!), seja de girassol ou amendoim. E já agora, no final, coloque-o em contentor apropriado ou no lixo orgânico. Além disso a fritura, deve ser feita na tempertura certa, nem a mais (que queima o óleo, e deixa a massa crua no centro) nem a menos (pois ficará empapado). Vai conseguir um resultado final ao mesmo nível dos melhores, bem sequinhos e estaladiços.

Com a vida atribulada que vivemos, muitas famílias acabam por comprar estas sobremesas em lugar das que são feitas com receitas antigas. Mas que bela ideia seria, em lugar de correr os centros comerciais à procura de presentes (que acabam por ser inúteis a quem os recebe e caros a quem os oferece), se passasse os últimos dias antes do Natal, em família a cozinhar com as crianças ensinando-as, e passando as velhas tradições às gerações mais novas. E a alegria que dará a quem as oferecer, amigos, vizinhos, colegas, por dar algo de tão pessoal: o seu tempo?

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